TESTEMUNHO:1 PARTE - MINHA SENTENÇA ERA MORTE

 

APERTE O "CINTURAO·, QUE VAMOS "DECOLAR",
1 PARTE - MINHA SENTENÇA ERA MORTE!


Antes do meu nascimento,minha mãe já  havia passado nove abortos, não sei se foram provocados. E ainda eu era gêmea de um irmão,  e segundo  conta minha mãe, ela tinha um fibroma, ou seja, um quisto, junto com os bebes, crescendo ao meu lado,  tirando toda minha força. Meu irmão gêmeo que apesar de mais forte, faleceu poucas horas depois do seu nascimento. Eu era tão pequena que cabia numa caixa de sapato, e assim mesmo sobrevivi.

Minhas melhores recordações, foram aos quatro anos quando minha mãe, já havia saído do circo onde trabalhava,  meu pai já havia falecido (eu não o conheci) eu tinha um padrasto, mesmo na pobreza, vivendo a beira de um rio, e éramos felizes. Meu padrasto e minha mãe plantavam arroz, sendo nosso o meio de sobrevivência. Ele me carregava nas costas chamando-o de meu pai. Estava muito feliz, amava a lua e as estrelas. No quintal de casa havia um balanço feito por ele, assim eu balançava e cantava uma música minha predileta: Receba as flores que te dou em cada flor um beijo meu... (Vanderlei Cardoso),  a canção de minha vida.meus cabelos davam na cintura. Até que um dia veio uma enchente e levou toda plantação, ficamos sem nada, arruinados, deste modo tivemos que nos mudar para a cidade para que meu padrasto procurasse outro trabalho.

Fomos para  Mato Grosso do Sul, mas meu padrasto não conseguia nada e fomos todos viver num acampamento de ciganos, foram tempo de muita tristezas, me sentia mal, não entendia o que estava acontecendo, dormíamos em tendas. Um belo dia fui brincar em meio uns galhos secos caídos no terreno, e tive uma queda em cima de um desses galhos, e me feri atrás da coxa,  sangrava muito, minha mãe desesperada me levou no medico, correndo, gritando como louca, que apagou de minha memória. Assim nos mudamos para  São Paulo, Jardim Cumbica, Nesta altura já completava já meus 9 anos. Neste meio tempo, sofri abusos sexuais por parte de uns adolescentes entre 15 e 16 anos, me levaram a ter relações com eles, me oferecendo coisas, brinquedos,Inocentemente aceitei sem ter consciência do que estava fazendo, fui pela curiosidade, nem tanto pelos brinquedos,infelimente, o maior dano, não foi em meu corpo, foi no coração.carreguei este trauma comigo por muitos anos, gerando em mim dor e um complexo pelo que havia feito, bastava aleguem cochilando na escola, imediatamente já achava que estavam falando de mim.

Um certo dia meus pais resolveram  voltar a Mato Grosso do Sul, analisando a violência que havia em São Paulo, e temiam por mim, mal sabiam eles  o já acontecido.
Voltando para MS onde inesperadamente houve uma reviravolta, em nossas vidas, meu padrasto se tornou um homem violento e batia em minha mãe diariamente, acabou  a alegria, a a paz dentro da minha família. Meu pai encontrou um trabalho de policia civil, a situação ficou pior, cada vez que entrava em casa, é como se chegasse o Diabo, tudo era motivo de brigas, sempre acabava em  violência, fiquei traumatizada, não podia ver-lo chegando no portão, começava a tremer. Quando já completava meus 14 anos,certo  dia ele foi bater em minha mãe, não suportando mais aquela situação, dei com o cabo de vassoura, na cabeça, para defender minha mãe.....e comecei a gritar: __Eu vou me matar, eu vou me matar!!!!!! Dizendo  que me jogaria dentro do poço, se eles não parassem, ficaram aterrorizados,  ele se foi de casa, e em menos de um ano se separam. Ele se envolveu e gostava de protetoras, mas não era bêbado, só que eu via naquele tempo em seu olhar um brilho que não era natural, havia um espírito maligno que entrou nele.
Um dia de brincadeira, eu estava com uma arma de fogo em casa, e fiz que ia me atirar na cabeça, e a bala falhou, mas na próxima tentativa, saiu um tiro, que pegou na mesa da sala, quase morri de susto, porque ia me matar brincando.

Quando eu e minha mãe ficamos sozinhas, ainda assim meu padrasto nos perseguia, e continuavam a brigar, por ciúmes. Um dia ele foi na nossa casa e queria matar minha mãe, fechei a porta, pedi a ela para se calar, ficamos silenciosas  ate que ele desistiu e foi embora. Quando completei quinze anos, recebemos a notícia de que ele fora assassinado, por bandidos.

Aos 17 anos, me enamorei pela primeira vez.mantinha dentro de mim uma revolta em contra os homens, devido ao estupro que sofri aos nove anos, sendo que este fato  desviou meus pensamentos, para uma menina, e me apaixonei por ela, sua idade era de 14 anos, onde  tive meu primeiro relacionamento ·amoroso, durou  um ano, usamos drogas, até que fomos descobertas pela família, nos separaram. Ela mudou pra outra cidade e eu fiquei, abandonando as drogas poucos meses depois.Entretanto os comentários das pessoas ainda me atormentavam, e ai foi que conheci o que seria o pai dos meus filhos, vivi com ele , não tanto por amor, mas mais para sair de casa e "tapar" a boca do povo.

Fica esta primeira parte, onde continuarei a relatando acontecimentos em minha vida, mas hoje posso afirmar com segurança foi Jesus Cristo que me salvou e me livrou, sei também que Jesus sempre esteve ao meu lado, nunca me abandonou. Amem !!!

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