INTIMIDADE & UNIFORMIDADE

14/11/2013 15:19

INTIMIDADE   & UNIFORMIDADE
Tenho percebido que dentro do relacionamento, há disputa de poder,  no fundo nada mais é o desejo dos cônjuges é criar uniformidade dentro do relacionamento, isto não possível, aliás, é possível quando um dos dois é anulado. Voltando ao tempo da criação dentro do relato bíblico, o homem criado por Deus, tinha onde morar, uma profissão, uma ordem a obedecer, engraçado para muitos no dias de hoje isto seria o verdadeiro Eden,  entretanto nesta curta narração encerra o que falta do homem: “..não convém que o homem viva só...”  chega um tempo que bate a solidão e o desejo de um complemento. O homem vivia só, mas ao perceber que todos os animais,  tinham uma companheira, assim sem forçar ou interferir Deus foi deixando o homem perceber que não podia conviver sozinho.
Deus cria a mulher a partir do homem, é uma revelação muito importante, pois se tivesse criado a mulher separadamente, mas independente, esta é base da intimidade conjugal. Ambos foram criados da mesma carne, desta forma a  intimidade não é precisamente uniformidade, entretanto o homem quando viu a mulher,  imediatamente houve uma identificação: “...Carne da minha carne, ossos dos meus ossos...” não trata-se de filosofia, ou de uma tremenda coincidência, mas de identificação e afinidade, num coração que descobre outro coração da mesma espécie.: Homem e mulher, ou macho e fêmea.
Foi criada a mulher da costela, não do pó, mas serem exatamente uniformes, Deus sabia que não funcionaria, teriam que ser da mesma espécie, mas com funções e identidades diferentes e independentes, e o homem a chamou de “mulher”, e não de homem, mais uma vez nos mostra que ambos são seres únicos, mas que podem se relacionarem perfeitamente,  com inteligência, e adoração ao mesmo Deus que os criou.
Finalizando, o ápice  do relacionamento conjugal e de intimidade é permitir que cada seja como cada o  é, e não reduzir o outro numa cópia semelhante. A uniformidade cria monotonia, ao passo que quando entende a identidade do outro, o casamento torna-se muito mais em alegria.

Pastor Jorge R.M. Abeche junior